Coletor de dados e impressora de etiquetas invadem prateleiras de supermercados

O coletor de dados permite descobrir de forma simples o preço de cada produto

Em um setor como o de alimentos, o coletor de dados é a ferramenta perfeita para os funcionários manterem os preços dos produtos atualizados. Segundo a legislação brasileira, não é mais obrigatório colocar uma etiqueta com preço em cada unidade dos produtos, entretanto, ainda é necessário se manter o preço, atrelado ao nome do item, na gondola de forma visível para o consumidor.

coletor de dados

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“Não há situação pior do que estar fazendo as suas compras e não ter certeza de quanto você vai pagar por aquilo que escolheu. Às vezes, há mais de um valor, ou um preço promocional para quem levar determinadas quantidades. Sei que é complicado porque o supermercado é gigante, mas isto é algo que precisa funcionar sempre”, reclama a dentista Roberta Del Frari.

Para isso existem o coletor de dados e a impressora de etiquetas portátil. O funcionamento de ambos é bem simples. O coletor de dados é um mini computador de mão equipado com um leitor de código de barras. “Os valores dos produtos são definidos pela direção da loja e repassados ao CPD, centro de processamento de dados, que faz a inclusão no sistema. Através do código de barras do produto como referência, ele pode ser consultado pelos clientes nos terminais da loja e pelos operadores na frente de caixa”, explica o analista de TI, Marcos Ramos. O coletor de dados também faz essa mesma leitura e encaminha os dados para a impressora de etiquetas, que gera o adesivo com o valor, que é fixado próximo ao produto selecionado.

“O coletor de dados deixa o trabalho muito mais fácil e ágil. A produtividade dispara”, diz o chefe de setor Ricardo Benazzi. Sem o uso do equipamento eletrônico, o funcionário teria de fazer um corredor específico de cada vez, já que ele teria de fazer um levantamento de quais são os produtos, ir ao CPD, ou alguma outra área designada, e fazer a impressão de cada uma das etiquetas.

“Não há comparação entre as duas formas de trabalho. Sem o coletor de dados e a impressora de etiquetas, dá a impressão que voltamos no tempo e estamos na década de 1980 de novo, olhando a lista de produtos e colocando o valor no marcador de preços e assinalando um por um”, brinca Ricardo.

O coletor de dados funciona tão bem por sua capacidade de conexão wireless. “Ele consegue se comunicar tanto com o sistema como com a impressora de etiquetas de forma muito competente, e essa agilidade é a nossa maior arma. Nosso segmento é muito dinâmico, e com uma concorrência pesada. O preço na prateleira é uma junção de vários fatores. Ele pode diminuir por diversas razões, seja porque conseguimos um desconto com o fornecedor, ou porque diminuímos a margem de lucro pra atrair mais consumidores, ou até por causa da data de vencimento próxima. Em todos estes caso, temos de remarcar o display da gondola, e contamos com a nossa amizade com o coletor de dados e a impressora de etiquetas portátil para dar conta do recado”, finaliza Ricardo.