Impressora de etiquetas e carregadores são a base de projeto de curbside check-in da American Airlines

A impressora de etiquetas portátil dá agilidade a essa alternativa de check-in

A American Airlines desenvolveu, usando impressoras de etiquetas, uma forma de evitar as longas filas que sempre ocupam os balcões em aeroportos ao redor do mundo. Ela recebe seus passageiros na calçada. A iniciativa foi uma forma de minimizar ao máximo o transtorno ao cliente. “São soluções assim que conquistam a fidelidade dos clientes, ideias revolucionárias e simples, que depois de prontas sempre nos perguntamos: como não pensei nisso antes?”, brinca o professor de Marketing Celso Marquese.

impressora de etiquetas

impressora de etiquetas

O Curbside check-in, com a impressora de etiquetas e computadores, faz uso de um profissional presente na maioria dos aeroportos, o carregador, ou skycap, em inglês. E é uma grande sacada. Muitos passageiros ao saírem dos taxis, ou da carona de amigos ou familiares, usavam seus serviços para levar as malas até o check-in tradicional, tudo mediante a gorjetas. “Basicamente, já havia um serviço pronto. Faltava instalar um quiosque com os equipamentos e treinar os skycaps. Era uma oportunidade parada em frente ao aeroporto”, comenta Celso.

O carregador recebe o passageiro, e com um leitor de código de barras, “lê” sua passagem, e através da impressora de etiquetas cria o ticket de embarque e a etiqueta e recibos da bagagem. E basta o passageiro relaxar e se dirigir ao saguão de embarque. “É quase como se buscassem você em casa”, faz piada Celso. “Vemos essas facilidades em viagens ao exterior e pensamos em como faria diferença um serviço assim aqui no Brasil, o país das filas”, diz a comissária de bordo Heloísa Fernandes.

Na verdade, o Curbside check-in é uma extensão das maquinas de auto-check-in, que também usam a impressora de etiquetas, presentes nos saguões do aeroporto. “Uma diferença básica dos dois serviços está na bagagem, essa era uma limitação do autoatendimento”, afirma Heloísa.

Os desafios técnicos do curbside passam pela resistência da impressora de etiquetas e dos computadores com tela touch. “Em um projeto como esse, é necessário se levar em conta que as condições externas são bem diferentes do conforto de dentro do aeroporto. Em especial, em um país continental como os Estados Unidos. Ao escolher o equipamento, a American Arlines teve de procurar um fornecedor que oferecesse um mesmo equipamento que permitisse ser usado em condições de sol e chuva, frio e calor extremos. No caso do monitor, ele precisa manter a visibilidade em variadas condições de luz. A impressora de etiquetas deve fazer seu papel tanto no frio ou em ambientes de grande umidade, só pra citar alguns desafios”, diz o analista de TI Denis Borges.

Como podemos verificar, todos estes desafios foram vencidos, e o serviço está disponível nos maiores aeroportos americanos e continua em expansão, tanto para novas cidades, como em termos de qualidade. “Muitos quiosques já contam com esteira integrada para levar as malas, e os skycaps, mais do que nunca se tornaram colegas de profissão”, comemora a aeromoça Heloísa.